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Educação Inclusiva e sua Importância para o Desenvolvimento
A escola certamente é uma das principais instituições que a sociedade inventou, pois lá acontecem as primeiras interações sociais, depois da família. Antigamente existiam dois tipos de escola: a regular e a especial. Mas a educação inclusiva veio para acabar com essa segregação.
No início da vida escolar, existem muitas informações que as crianças começam a assimilar e nem sempre nesse início elas estão preparadas para essa nova realidade.
Já parou para pensar nos desafios que elas enfrentam quando finalmente chega a hora de ir para a escola? Os pais se orgulham, registram o momento em fotos, compartilham com a família e os amigos a primeira vez que a criança veste o uniforme, a primeira vez que encontram a professora e os coleguinhas.
Quanta alegria, não é mesmo?
Mas pode ter certeza que nem todos pensam assim. As crianças principalmente. Muitos choros e medos geralmente estão presentes no primeiro dia de aula. Como pode ter que ficar em lugar estranho, com um monte de gente que elas nunca viram na vida e ainda por cima sem seus responsáveis por perto?
Para os adolescentes, uma mudança de escola também pode gerar as mesmas inseguranças. É sempre bom conversar com eles antes para tornar o processo mais tranquilo.
Mas também sabemos que essa é uma fase importante e que elas precisam se acostumar com essa realidade. Muitas novas brincadeiras, aprendizados e interações sociais começam a fazer parte do mundo a partir de então.
Os desafios também surgem e, à medida que os alunos superam, novas conquistas passam a existir. Erros e aprendizados, desafios e superação baseiam toda a trajetória escolar.
Muitos outros pilares são importantes e compõem o sucesso educacional como ter professores qualificados, suporte da equipe pedagógica, projetos pedagógicos que envolvam a construção de novos saberes, apoio da comunidade em geral onde a escola está inserida e, claro, o incentivo dos pais e responsáveis.
Os desafios para as crianças e adolescentes que são portadoras de alguma deficiência são ainda maiores, assim como também para os professores que são estimulados a buscar novas fontes de pesquisa e inspiração para atender seus alunos com maestria.
Mas afinal, o que é educação inclusiva?
A proposta da educação inclusiva é proporcionar que todas as crianças e adolescentes possam frequentar a mesma escola e encontrar maneiras de interagir entre si, entendendo e respeitando as diferenças existentes sobre elas.
Permitir que uma pessoa com algum tipo de deficiência seja matriculada na escolar regular não é nenhum tipo de favor, muito menos de caridade. É um direito da criança e isso deve ser respeitado.
O Conselho Nacional de Educação (CNE), no ano de 2001 publicou as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Já no portal do Ministério da Educação (MEC) é possível encontrar a Política de Educação Inclusiva e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
No dia a dia escolar, o aluno com deficiência deve ter o apoio de todos, que deve ser entendido apenas como uma ajuda para que o estudante use o espaço escolar de forma igualitária, aproveitando tudo o que a escola oferece.
Esses cuidados devem pensados desde a adaptação do espaço escolar, evitando degraus e colocando banheiros adaptados, por exemplo, até o planejamento de atividades onde todos os alunos possam participar de maneira igualitária.
E essas atividades não devem ser pensadas somente para a sala de aula. A escola vai ter um torneio ou gincana? Vai fazer uma exposição? Vai levar a turma para um passeio pedagógico? Então quais são as atividades envolvidas? Elas são inclusivas? São de fácil acesso? Todos vão poder participar?
Essas e outras reflexões devem vir antes da ação.
O uso da tecnologia na educação Inclusiva
Com o avanço da tecnologia, muitas atividades escolares são elaboradas com o intuito de ter a tecnologia como aliada na hora de realizar o trabalho solicitado pelo professor.
Muitas escolas ainda não estão equipadas com estrutura suficiente para atender às necessidades de todos os alunos, afinal muitos aparelhos tecnológicos dependem de acesso à internet e isso ainda é um recurso caro, sobretudo para as escolas públicas, que nem sempre contam com a verba do governo para esses itens.
Mas, como professores geralmente são criativos e não medem esforços para oferecer a melhor experiência de aprendizagem para seus alunos, eles sempre encontram maneiras para preparar um trabalho diferenciado.
Por mais que as atividades pareçam não ter importância, pode ter certeza de que elas têm alguma finalidade pedagógica e, consequentemente, ajudam no desenvolvimento de novas habilidades e aprendizados.
Por exemplo, quem é pai ou mãe e tem um filho na educação infantil, provavelmente já recebeu alguma atividade onde o filho(a) tem que enrolar pedacinhos de jornal para fazer um monte de bolinhas e depois colar em algum desenho ou em cima de alguma letra impressa no papel.
Pode parecer uma atividade “bobinha”, mas com isso, seu filho está desenvolvendo a coordenação motora. Imagina essa habilidade sendo refinada por aquelas crianças que têm algum tipo de deficiência motora?
As crianças desenvolvem essa habilidade na primeira infância. Quanto mais cedo as crianças aprenderem, melhor será para ela futuramente.
Mas, falando do uso da tecnologia para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem, com computadores e smartphones conectados à internet, existem inúmeras possibilidades de fazer com que os exercícios escolares sejam mais divertidos e interativos para todos os envolvidos no processo de educação.
A educação inclusiva acontece, por exemplo, quando o professor encontra novas ferramentas para trabalhar e desenvolver as aptidões dos alunos com algum tipo de deficiência.
Aumentar o tamanho da letra no site escolhido para realizar a atividade, escolher vídeos com legendas, pesquisar aplicativos que sejam didáticos para pessoas com dificuldade de aprendizado. O professor tem alguns desses cuidados na hora de planejar suas aulas e elaborar as atividades para os alunos.
Atitudes como essas, possibilitam que alunos com baixa visão, surdos ou com déficit de atenção possam participar do momento de aprendizagem. Educação inclusiva é proporcionar a realização de atividades dos alunos com deficiência juntamente com os demais estudantes da classe.
Como exemplos de ferramentas que auxiliam na aprendizagem dos alunos, muitos professores utilizam o Plaphoons , o Braile Fácil ou o NVDA, entre tantas outras possibilidades.
É claro que existem muitas particularidades quando o assunto é educação inclusiva. Além de lidar com a complexidade do ser humano, existem outras inúmeras deficiências com suas particularidades.
O professor deve conhecer o perfil do seu aluno para então desenvolver as atividades escolares. Mas, não somente o professor é o responsável por esse processo. Pais, mães, responsáveis, diretores, coordenadores e a comunidade em geral também devem estar envolvidos nessa ação.
Educação Física e as possibilidades para inclusão
Ah, como é gostosa a educação física! Esse é o momento em que muitas crianças extravasam sua energia. Hora de correr, saltar, pular. Mas para outras pode ser a hora mais chata e cansativa, principalmente para os adolescentes. Depende do como o professor de educação física planeja e executa sua aula.
O profissional de educação física também tem sob sua responsabilidade planejar atividades onde todos possam participar, assim como todos os outros professores das demais disciplinas.
É possível fazer desde uma partida de futebol adaptado utilizando bolas com barulho para que pessoas cegas possam participar, até partidas de xadrez, para crianças e adolescentes que precisam melhorar sua capacidade de concentração.
As possibilidades são inúmeras e o trabalho para elaborar atividades pedagógicas inclusivas nem sempre é fácil. Mas o resultado de ver seu aluno participando e desenvolvendo suas habilidades não tem preço.
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