Deficientes na Arte: A Importância da Inclusão

São muitas as habilidades que as pessoas podem desenvolver ao longo da vida e as pessoas com deficiência desenvolvem trabalhos fantásticos, desde música, dança, pintura, fotografia, teatro, entre outras artes que compõem nosso cenário cultural.

A inclusão de deficientes na arte ainda é pouco valorizada, mas à medida que essas pessoas ganham espaço, elas apresentam trabalhos que merecem destaque.

Falar de inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência é um tema extenso, mas que deve ter atenção, o merecido respeito e reconhecimento para que elas vivam na sociedade de forma igualitária, livre de preconceitos e julgamentos de inferioridade.

Pois, mesmo sendo portador de alguma deficiência, elas podem ocupar o espaço que desejam na sociedade. Isso é uma questão de escolha pessoal, autonomia e empoderamento.

Mas infelizmente, ainda nos dias de hoje, encontramos PCD’s enfrentando dificuldades que não são inerentes da sua deficiência, mas sim do descaso da sociedade, que não tem infraestrutura adequada para proporcionar um convívio seguro e confortável.  

Quando falamos em infraestrutura adequada, estamos nos referindo às calçadas mal acabadas e sem sinalização adaptada, ruas com buracos, lugares com degraus e sem rampa de acesso, saúde pública não especializada para PCD’s, entre outros inúmeros pontos que merecem atenção.

Além disso, muitas pessoas com deficiência têm sua autoestima baixa, causada por diversos fatores, dentre eles, podemos destacar o preconceito, a falta de incentivo por parte das pessoas mais próximas, a imagem vista de forma negativa quando refletida no espelho, fato esse fortalecido pelo mercado da moda. Situações como essas afetam a autoestima de qualquer pessoa.

Mas, como felizmente tudo seu lado positivo, existem muitas pessoas que têm deficiência e enfrentam as barreiras para viver de acordo com o que desejam. E quando falamos em cultura e inclusão de deficientes na arte as observações e os resultados são lindos, emocionantes e surpreendentes.

É possível encontrar pessoas com deficiência sendo destaque e desenvolvendo trabalhos no teatro, em novelas, na literatura, na música, na dança, na pintura e até mesmo na arte de cozinhar. Essas pessoas fizeram por merecer seu reconhecimento e desenvolveram sua vida profissional espalhando seu talento na arte.

É sempre bom falar que a arte tem sua importância para o desenvolvimento da pessoa na construção de novos saberes e ampliação de novas habilidades.

Através da arte, a pessoa passa a expressar seus pensamentos e sentimos. As suas ações diante da sociedade passam a ser mais construtivas, positivas e mais produtivas.

Por isso nesse post, resolvemos trazer alguns deficientes na arte que se destacam e vem abrilhantar ainda mais nossa cultura. Vamos falar também de projetos sociais que visam desenvolver o lado artísticos das PCD’s.

Teatro

A Tathiana Piancastelli é uma mulher com Síndrome de Down e ela tem um talento que foi sendo refinado ao longo dos anos. Seus pais sempre incentivaram a Tathi para o teatro, pois perceberam que ela já apresentava jeito para essa arte. Então, ela passou a fazer aulas de teatro.

Além de apresentar esse talento, Tathi ainda demonstrou que tem garra e comportamento empreendedor, pois sonhava com um futuro e ela realmente fez acontecer. Ela foi além da vontade de atuar nos palcos e resolveu escrever a própria peça. E adivinha quem é a protagonista? Sim, ela mesma, a talentosa Tathi.

Com direção de Débora Balardini , Tathi ensaiou e apresentou a peça “Menina dos Meus Olhos” . Mas, como os limites são impostos por nós mesmos, ela ultrapassou as barreiras, ou melhor, ultrapassou os limites territoriais e apresentou sua obra de arte nos Estados Unidos.

Por lá fez sucesso, apresentou em Nova York, “Meninas dos Meus Olhos” sempre com casa cheia. Em Miami, inda participou do “Festival Internacional de Teatro Hispânico”, um renomado festival de teatro que acontece em terras americanas. Essa moça é ou não é um sucesso?!

E sabe a personagem Tati , da Turma de Mônica? Pois é, o Maurício de Souza se inspirou na Tathiana Piancastelli para escrever essa personagem que interage com as demais.

O autor criou a Tati, que tem Síndrome de Down, para fazer parte de campanhas publicitárias que falam sobre inclusão social. Com o mesmo intuito, ele também criou a Dorinha, que é cega, o Luca, que usa cadeira de rodas e o  Humberto, o menino mudo.

Pintura

Desde 1956 existe a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés. Essa instituição reúne artistas que perderam o uso da mão e compõem verdadeiras obras de arte utilizando as mãos ou pés. Isso só reforça que os deficientes na arte ocupam qualquer segmento.

No site, é possível encontrar a agenda dos eventos, a galeria, os produtos à venda, além, é claro, de encontrar o nome dos artistas. Também pode saber como fazer para se associar.

Fotografia

Depois dos smartphones, as selfies se tornaram algo normal. Mas congelar um momento especial através da lente de uma câmera pode requerer um toque mais profissional e um olhar mais refinado para a cena.

A fotógrafa Mykaella Carbonera tem esse olhar diferenciado e ainda faz um trabalho lindo. No perfil do Instragram , ela posta as fotos e ainda compartilha os bastidores do ensaio fotográfico.

Ela possui um trabalho diferenciado, pois ela transforma a fotografia quase que em um conto de fadas. O público que ela trabalha geralmente são crianças que possuem alguma deficiência. Além de tornar o momento eternizado nas fotos, ela também conta a história da criança e da família na descrição da imagem.  Vale a pena conferir o trabalho dela para se inspirar e se encantar.

Música

A música é apreciada pelas pessoas ouvintes, já que é uma arte para ser sentida pelo ouvido, correto? Errado!

O idealizador do Projeto Som da Pele, percebeu que a música pode ser sentida pela vibração dos sons mais graves e isso reflete por todo o corpo das pessoas. Ou seja, nós não só ouvimos, como também sentimos o balanço da música no nosso corpo.

Logo, as pessoas surdas também tem a capacidade de desenvolver habilidades musicais. Por isso, além do campo sensorial, o projeto também estimula o campo visual para que os alunos com surdez total ou parcial possam ter mais um método didático para se orientar na hora de tocar os instrumentos de percussão. Fantástico, não é?

Dança

Já que falamos de música, vamos falar também de dança! É gostoso ouvir e sentir a música, mas para ficar ainda mais legal e divertido, é bom “colocar o esqueleto para balançar”. Então, vamos falar também de deficientes na arte da dança.

Por isso vale destacar uma instituição que é referência para as pessoas com deficiência. De acordo com o próprio site da Andef , a “Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos é considerada uma das maiores entidades de pessoas com deficiência do Brasil e do Mundo”.

O grupo de dança inclusiva “Corpo Em Movimento” é um projeto desenvolvido pela entidade e faz apresentações em vários lugares mundo afora. Vale destacar algumas das apresentações em eventos de grande porte como a Cerimônia de encerramento das Paralimpíadas de Sidney, a Cerimônia de encerramento das Paralimpíadas de Londres e o encerramento da Copa das Confederações no Maracanã.

E você, desenvolve algum tipo de arte ou conhece alguém? Conta aqui nos comentários. Vamos adorar saber mais detalhes e conhecer o seu talento!

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